Obras de construção da Linha de Transporte de Energia Eléctrica Temane-Maputo, concluídas em Dezembro

As obras de construção da Linha de Transporte de Energia Eléctrica Temane-Maputo, iniciadas em 2021, decorrem a um ritmo satisfatório, o que faz acreditar que as mesmas podem ser concluídas até ao final do em curso.

Está é a convicção do Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique, Eng. Marcelino Gildo Alberto, manifestada há dias, depois de sobrevoar o traçado da linha nas províncias de Maputo e Gaza, no quadro de um trabalho de monitoria.

O gestor sênior da EDM justificou a satisfação indicando que, em termos de construções das fundações, já “temos 85 por cento do trabalho feito, cerca de 20 por cento das torres já estão erguidas. Foram desmatadas cerca de 500 quilómetros; mas ainda não começou o lançamento dos condutores”.

Marcelino Alberto explicou que esta fase deveria ter terminado em Fevereiro, mas sofreu alguns atrasos devido a situações de vária ordem. Assegurou, entretanto, que se está a trabalhar num plano de recuperação de forma a concluir este lote no final do ano.

O PCA da EDM lembrou que este é um projecto de dimensão regional que visa aumentar a capacidade instalada de produção de energia eléctrica no país, com qualidade e segurança, esperando-se que no final permita realizar cerca de um milhão e quinhentas mil novas ligações, para além de exportar para países da região da África Austral.

Para além de permitir novas ligações, o projecto vai contribuir, sobremaneira, no melhoramento da fiabilidade e criação de capacidade de reserva de energia eléctrica que passará a ser transportada com segurança e qualidade, reduzindo, desta forma, os níveis de perdas.

A iniciativa está associada ao projecto da Central Térmica de Temane (CTT) 450MW, à base de gás natural, na província de Inhambane, que contempla a construção de uma linha de transporte a 400kV entre Temane e Maputo, com uma extensão de cerca de 563 quilómetros, prevendo também subestações em Vilankulo, Chibuto, Marracuene e Maputo, atravessando três províncias e 13 distritos do país.

Ao longo dos 563 quilómetros de percurso da linha, foram construídas 236 casas para o reassentamento das famílias afectadas pelo Projecto. Porém, ao todo, mais de três mil pessoas foram compensadas por terem perdido para além de casas, árvores e outros bens, ou pelo tempo que poderão ficar sem poder praticar a agricultura.

Para a efetivação do projecto, Moçambique conta com o apoio de parceiros de cooperação como o Banco Mundial, Banco Africano de Desenvolvimento, Banco Islâmico de Desenvolvimento e The OPEC Fund for International Development. O trabalho está orçado em mais de 500 milhões de dólares. (in Notícias, 24/04/23)

Facebook
Twitter
LinkedIn
Scroll to Top